Sábado, 04 de Julho de 2020
Saúde

Isolamento social cai 16 pontos percentuais em dois meses

Publicada em 22/06/20 às 11:29h - 29 visualizações

por A VOZ DA REGIÃO


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 (Foto: A VOZ DA REGIÃO)

Em dois meses, ao mesmo tempo em que o coronavírus avançou na Bahia, aumentou em 16 pontos percentuais o número de pessoas que têm saído de casa para trabalhar, segundo pesquisa do DataPoder360, em parceria com o Grupo A TARDE.

Na primeira rodada do levantamento, realizada entre os dias 13 e 15 de abril, 27% dos baianos disseram que tinham saído de suas residências para trabalhar nas duas semanas anteriores. Agora, na quinta rodada da pesquisa, feita entre os dias 8 e 10 de junho, esse número subiu para 43%. Por outro lado, caiu de 71% para 55% o índice dos que não saíram de casa para trabalhar.

“Acredito que as pessoas, aos poucos, foram cansando dessa situação de isolamento social. No início da pandemia, a grande maioria colaborou, ficando em casa e seguindo as regras. Mas, ao longo do tempo, essa situação vai ficando mais difícil. Tanto no nível pessoal-psicológico, quanto no nível econômico também. Quem tinha poupança e podia aguentar por um tempo o isolamento pode já não estar conseguindo mais ficar parado”, afirma o cientista político Rodolfo Costa Pinto, do DataPoder360.

No recorte por faixa de renda, o único grupo no qual a maioria informou ter saído para trabalhar é daqueles com renda entre cinco e dez salários mínimos (57%). Pela margem de erro, houve um empate técnico na faixa dos que ganham até dois salários mínimos - 48% responderam que saíram para trabalhar e 49% disseram que não.

Já em Salvador, o número de pessoas que disse sair para trabalhar retornou ao mesmo patamar de dois meses atrás - eram 27% na primeira rodada, depois 33% e 34%, e em seguida 28%, percentual repetido agora. O aparente isolamento social maior na capital, pelos dados do levantamento, pode estar relacionado às diferenças de dinâmica da economia em relação ao interior, pontua Costa.

“Em geral, as capitais e regiões urbanas concentram um grande número de pessoas mais instruídas e que podem se adaptar muito melhor ao trabalho de casa do que pessoas que vivem em cidades do interior, onde a dinâmica econômica é diferente”, diz o pesquisador.




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