Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
Saúde

Setembro Verde: especialista explica causas e tratamento para o câncer de colo retal

O médico oncologista Danilo Rebouças destacou que a essa é uma doença que hoje em dia merece bastante atenção.

Publicada em 16/09/19 às 18:02h - 21 visualizações

por A VOZ DA REGIÃO / Acorda Cidade


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 (Foto: Foto: Paulo José / Acorda Cidade)

Segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres e o terceiro entre os homens, o câncer do colo retal é silencioso e pode evoluir lentamente nos primeiros cinco anos, antes do aparecimento dos primeiros sintomas. Com o propósito de alertar a população sobre os riscos da doença, foi criado o Setembro Verde.

O médico oncologista Danilo Rebouças destacou que a essa é uma doença que hoje em dia merece bastante atenção. Segundo ele, as taxas de incidência são bastante altas e levam a um número de adoecimentos e mortes muito grande.

''Num país em desenvolvimento como o nosso, como o Brasil, onde se intensificou a industrialização e o aumento da obesidade, aumento do sedentarismo, consumo de carnes processadas, vermelhas, tudo isso aumenta a incidência. Por isso a importância das medidas de prevenção”, alertou o especialista.

Ele ressaltou que o Setembro Verde simboliza exatamente essa conscientização da população, para a importância de se fazer o rastreamento, da procura do proctologista, do gastroenterologista, a fim de que se possa identificar o problema precocemente, diante do aparecimento de qualquer sintoma.

“A grande maioria da população não faz e não está ciente dos riscos de não se fazer esse rastreamento, que é muito importante. Nos pacientes acima de 50 anos, com qualquer fator de risco, como história familiar, que já tenha feito algum exame que deu alteração, ou que tenha um histórico de câncer na família, uma síndrome ou alguma alteração genética, todos eles têm que já fazer o rastreamento, principalmente o exame de colonoscopia. Se o paciente não tem sintoma nenhum, mesmo assim tem que procurar o proctologista aos 50 anos, fazer uma programação, uma pesquisa de sangue oculto nas fezes e daí ver a necessidade de se fazer a prevenção, e caso surja alguma alteração é que vai se processar o tratamento”, orientou.

Doença é silenciosa

O médico oncologista Danilo Rebouças falou ainda sobre as formas de aparecimento do câncer de colo retal. De acordo com ele, em boa parte das vezes o câncer é silencioso e só começa a dar sintomas em fases um pouco mais avançadas.

“Quando o câncer já está presente pode aparecer sangramento nas fezes, afilamento das fezes, muco, como se fosse um catarro diferente, por isso é sempre importante olhar as nossas fezes, para ficar atento a qualquer uma dessas alterações que pode chamar a atenção; dores abdominais podem acontecer e se for uma doença mais espalhada, pode haver sintomas em outras partes do corpo”, disse.

Danilo Rebouças explicou ainda como é feito o tratamento. “No câncer de colo, por ser mais próximo do tubo digestivo grosso, geralmente é feito com o procedimento cirúrgico. Após a cirurgia, a depender do tamanho e das características do tumor, pode-se optar pela quimioterapia, que geralmente se faz por um período de seis meses. No câncer de reto, a gente faz primeiro radio e quimioterapia e depois opera. E se a doença já for metastática, ou seja, estiver espalhada no diagnóstico, o tratamento é feito mais baseado em quimioterapias.

A cura é possível e bastante provável em mais de 90% dos pacientes com tumores iniciais, nos estágios 1 e 2, cuja lesão ainda está restrita à parede do cólon e não se espalhou para os linfonodos intrabdominais. Quando a doença já está metastática, aí a gente não consegue uma cura. A gente trata com o objetivo de controlar a doença no longo prazo.”

Ele observou também que algumas atitudes no nosso dia a dia são importantes, como manter uma dieta saudável, rica em fibras, vegetais como brócolis, alimentos não processados, evitar embutidos, fazer uma atividade física, evitar o tabagismo, pois esses são fatores de risco para o desenvolvimento do câncer.

s informações são do repórter Paulo José do Acorda Cidade.




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