Sábado, 19 de Setembro de 2020
Política

Em 3 anos, rendimento do FGTS só ganhou da poupança com repasse integral de lucros; entenda

Após repassar 100% do lucro do fundo para as contas dos trabalhadores neste ano, governo anunciou mudança na distribuição, que não terá mais um percentual definido.

Publicada em 24/12/19 às 16:17h - 111 visualizações

por Por Marta Cavallini, G1


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A VOZ DA REGIÃO  (Foto: A VOZ DA REGIÃO)

Desde 2017, os trabalhadores com contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vêm recebendo parte dos lucros desse fundo. A partir do próximo ano, no entanto, isso pode deixar de acontecer.

Nos dois primeiros anos, as regras definiam a distribuição aos trabalhadores de 50% do lucro do FGTS fundo. Já em 2019, o governo editou uma medida provisória elevando esse percentual para 100% – fazendo com que o rendimento ficasse acima da poupança.

Na última semana, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que veta a distribuição proposta pelo próprio governo. Assim, o repasse do lucro do FGTS não terá mais um percentual definido para os trabalhadores e dependerá da “saúde financeira do próprio fundo”.

Mesmo com o possível fim do repasse dos lucros, no entanto, o FGTS pode voltar a render mais do que a caderneta em 2020 – mas só porque o rendimento da poupança é que deve cair (entenda mais abaixo nesta reportagem).

Pago em dezembro, sobre saldo de dezembro

Desde 2017, o dinheiro é creditado sobre o saldo existente no dia 31 de dezembro de todas as contas ativas e inativas e é pago em 31 de agosto do ano seguinte. Essa distribuição dos lucros se soma ao rendimento do FGTS, de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), calculada pelo Banco Central, que hoje está próxima de zero.

Desde 2017, os trabalhadores com contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vêm recebendo parte dos lucros desse fundo. A partir do próximo ano, no entanto, isso pode deixar de acontecer.

Nos dois primeiros anos, as regras definiam a distribuição aos trabalhadores de 50% do lucro do FGTS fundo. Já em 2019, o governo editou uma medida provisória elevando esse percentual para 100% – fazendo com que o rendimento ficasse acima da poupança.

Na última semana, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que veta a distribuição proposta pelo próprio governo. Assim, o repasse do lucro do FGTS não terá mais um percentual definido para os trabalhadores e dependerá da “saúde financeira do próprio fundo”.

Mesmo com o possível fim do repasse dos lucros, no entanto, o FGTS pode voltar a render mais do que a caderneta em 2020 – mas só porque o rendimento da poupança é que deve cair (entenda mais abaixo nesta reportagem).

Pago em dezembro, sobre saldo de dezembro

Desde 2017, o dinheiro é creditado sobre o saldo existente no dia 31 de dezembro de todas as contas ativas e inativas e é pago em 31 de agosto do ano seguinte. Essa distribuição dos lucros se soma ao rendimento do FGTS, de 3% ao ano mais a Taxa Referencial (TR), calculada pelo Banco Central, que hoje está próxima de zero.

O governo se baseia justamente nessa proporcionalidade para justificar o veto, alegando que a divisão de 100% do lucro do FGTS favoreceria "as camadas sociais de maior poder aquisitivo, que são as que possuem maior volume de depósitos e sal.

Rentabilidade Em 2017, primeiro ano em que ocorreu a distribuição dos lucros, o total de R$ 7,28 bilhões, pago proporcionalmente ao saldo de cada conta no dia 31 de dezembro de 2016, levou ao rendimento do fundo de 7,14% – maior que os 5,01% de 2016, quando não havia a distribuição dos lucros.dos na conta do FGTS".





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