Terça-feira, 28 de Janeiro de 2020
Brasil

Jéssica Senra se posiciona contra contratação do goleiro Bruno: 'Feminicida'

Apresentadora da TV Bahia disse acreditar na recuperação das pessoas, mas que 'ele deve voltar a trabalhar, mas não como ídolo'

Publicada em 07/01/20 às 11:52h - 226 visualizações

por A VOZ DA REGIÃO


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 (Foto: A VOZ DA REGIÃO)

A jornalista baiana Jéssica Senra, apresentadora da TV Bahia, se posicionou contra a posssível contratação do goleiro Bruno pelo time Fluminense de Feira e deu o que falar na web (assista posicionamento abaixo). Durante o Bahia Meio Dia desta segunda-feira (6), a jornalista levantou um debate sobre moral e convocou os ouvintes à reflexão. Sua fala foi compartilhada no Instagram e acabou viralizando nas redes sociais, gerando discussão.

"Desejamos e precisamos que pessoas que cometem crimes tenham a possibilidade de refazer suas vidas, mas diante de um crime tão bárbaro, tão cruel, poderíamos tolerar que o feminicida Bruno voltasse à posição de ídolo? Que mensagem mandaríamos à sociedade? Atletas são referências. Contratar para um time de futebol um assassino, um homem que mandou matar a mãe do seu filho, esquartejar, dar o corpo para os cachorros comerem é um desrespeito. É um desrespeito a nós mulheres", disse a apresentadora. Ela também compartilhou um texto junto com a postagem. Leia na íntegra.

Por que sou contra a contratação de um feminicida no esporte

Eu acredito na recuperação do ser humano. Acredito que a maioria das pessoas merece outras chances depois que comete erros, porque errar é da essência humana. O perdão é um dos sentimentos mais belos que podemos cultivar. Mas perdoar alguém não significa esquecer o que esse alguém fez nem permitir que esse alguém continue em nossa vida. Perdoar e dar uma nova chance não apaga o que foi feito, não se pode fingir que nada aconteceu. Embora juridicamente o cumprimento de uma pena libera o condenado para seguir sua vida normalmente, é socialmente que precisamos pensar no que toleramos ou não. Nem tudo é apenas questão de lei. Há comportamentos legais que são imorais. Um condenado pode e deve ser ressocializado. Deve merecer uma segunda chance. Mas penso que, depois de um crime tão perverso, voltar a ser ídolo, a estar numa posição que lhe confere status de ídolo, é bastante questionável. Penso que o feminicida deve voltar ao trabalho, mas não no futebol, não como ídolo. Defendo sua ressocialização, mas longe de qualquer torcida. E isso não é a lei que vai decidir. É a sociedade. E se ele tivesse estuprado um bebê? O que os “fãs” diriam? Lembro que há pouco mais de dois anos, jogadores foram flagrados num vídeo masturbando uns aos outros no vestiário de um clube gaúcho. Os quatro jogadores foram dispensados. Seus nomes, inclusive, foram poupados para evitar que eles fossem banidos do futebol. E é bom que fique bem claro: eles não cometeram crime algum, não fizeram nada contra a vontade de ninguém! Mas, absurdamente, a homossexualidade ainda é intolerável no futebol. Ser feminicida é aceitável? O que você pensa disso? #NãoAoFeminicídio

A opinião de Jéssica dividiu a opinião dos seguidores. O usuário Marcos Alvin foi contrário ao pensamento da jornalista. "Todos merecem uma segunda chance. Sei que é difícil em concordar com o absurdo feito por Bruno. Porém só quem pode nos julgar é Deus", escreveu.

Já a seguidora Nalva Novais se sentiu representada com as palavras ditas pela jornalista baiana, que em 2020 estará na escala de rodízio do Jornal Nacional. "Excelente texto, belas palavras. Chega! vamos dar um basta nesse machismo e feminicídio. Juntas somos mais fortes", disse ela.

Aos 35 anos, o arqueiro, condenado, em 2013, a 22 anos e três meses de prisão por envolvimento na morte da modelo Eliza Samúdio, negocia com o Fluminense de Feira de Santana para a disputa do Campeonato Baiano em 2020.






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1 comentários


Francisca de paula

08/01/2020 - 12:27:57

Concordo em número gênero e grau na Jéssica pois ela falou por todas nós mulheres ele matou uma mulher com certeza ele tem que pagar não ser ídolo de nada ele tem que começar a trabalhar no pesado por cada gota de lágrima que a mãe da menina derramou e o filho que ainda vai derramar quando ele lembrar da mãe dele que não está com ele mais


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